08 maio 2012


Exercícios durante a gravidez reduzem riscos para mãe e bebê


Um estudo feito na Universidade Federal de Pelotas mostra que a atividade física reduz em até 30% as chances de um nascimento prematuro.

"Rafael é um bebê cheio de saúde. Ele é ativo, grande, gordinho, uma benção para nós, afirma Melissa". Um garotão! Nasceu depois de uma gravidez tranquila. O que, para Melissa, não é sinônimo de ficar parada!
"Fiz caminhadas e depois hidroginástica. A hidroginástica eu fiz até umas duas semanas ou três semanas antes dele nascer", conta. Os benefícios dessas atividades foram além do que essa mamãe imagina.

Um estudo feito na Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, mostra que a atividade física reduz em até 30% as chances de um nascimento prematuro.
Os pesquisadores acompanharam mais de quatro mil bebês nascidos em 2004 mulheres, e concluíram: os exercícios físicos protegem contra a hipertensão, que pode levar à prematuridade. Também combatem fatores de risco, como ansiedade e depressão. E tem mais vantagens ainda:
A mulher que é ativa durante a gestação ela tem menos dor nas costas, ela tem menos chance de incontinência urinária no pós-parto, ela tem um humor mais estável ao longo da gestação, o ganho de peso é mais normal. A mulher que desenvolve diabetes gestacional, que engorda muito a chance dela ser diabética alguns anos depois é maior. Mesma coisa hipertensão.
Melissa também percebeu que, ainda dentro da barriga, Rafael curtia os exercícios.

“Eu chegava bem mais disposta, sem inchaço nos pés, nas mãos, dormia melhor. Ele também eu via que não ficava tão agitado depois do exercício físico assim. Chegava em casa ele se mexia um pouco, dava uns chutes e depois parava e dormia melhor a noite”, lembra.

Mas qual a atividade física adequada para uma gestante? E por quanto tempo. Com qual intensidade?

O melhor guia é a percepção da futura mamãe. Se o exercício for desconfortável ou cansativo demais provavelmente a intensidade está muito elevada. Um bom teste para detectar isso pode ser um simples bate-papo.
Para Anelita, que era hipertensa, os exercícios são indispensáveis. “Na minha gravidez eu estou sem medicamento, só exercício e alimentação. Esse é o segredo: exercício e alimentação saudável”, afirma a educadora física Anelita Helena Del Vechhio.
E já é rotina: duas vezes por semana, alongamentos e caminhadas na praia. Anelita já se acostumou às mudanças no equilíbrio do corpo.
“Quando a mulher está gestante os passos são mais lentos, fica um pouquinho mais difícil. Provavelmente em outro momento eu faria isso em 15 minutos menos tempo. Mesmo assim é gostoso. Dá uma sensação boa de alívio, bem-estar”, revela.
Três vezes por semana ela vai para a academia. Faz exercícios para reforçar a musculatura das costas e treinamento para aumentar a força. Mas atenção: tudo isso tem que estar adequado à saúde da gestante.


“As gestantes que tem hipertensão descompensada, que tem alguma doença cardíaca não controlada principalmente, gestantes que tenham alguma, muito sedentárias, sedentarismo extremo elas não devem iniciar uma atividade física de uma hora pra outra na gestação” alerta o professor de ginecologia e obstetrícia Marcelo Leal Sclowiez.
A regra é buscar orientação do educador físico e do médico. Porque vale a pena deixar a preguiça de lado!
Bebês de gestantes que fazem exercícios têm menos tendência à obesidade quando adultos. E os pesquisadores descobriram que a atividade das mães pode influenciar no próprio comportamento dos filhos.
“A gente percebeu que as crianças aos quatro anos, as filhas de mães ativas têm um comportamento, elas têm uma pré-disposição a brincar mais com o corpo do que ficar paradas em casa”.
Então, Anelita que se prepare. Toda essa ginástica vai mesmo ser útil para acompanhar o pique da menininha que vem por aí!
“Que me dê trabalho nesse sentido. Esse vai ser um trabalho prazeroso”, afirma a futura mamãe
   

  Fonte: Globo Repórter, dia 7 de maio

  

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